quarta-feira, 18 de abril de 2012

Massacre de Eldorado de Carajás completa 16 anos sem desfecho

Em 17 de abril de 1996 foi promovido o Massacre de Eldorado de Carajás, que ganhou repercussão internacional e deixou marca na história do país, ao lado do Massacre do Carandiru (1992) e da Chacina da Candelária (1993), como uma das ações mais violentas do Brasil.

Passados 16 anos do massacre no Pará, permanecem soltos os 155 responsáveis que mataram 19 trabalhadores rurais, deixaram centenas de feridos e 69 mutilados. Entre os 144 incriminados, apenas dois foram condenados depois de três conturbados julgamentos: o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira. Ambos aguardam em liberdade a análise do recurso da sentença, que está sob avaliação do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Nesta semana, o MST monta dois acampamento no estado, para cobrar a condenação dos responsáveis pelo massacre e apoio às famílias sobreviventes, com encerramento das atividades no dia 17. Na Curva do S, em Eldorado de Carajás, 500 trabalhadores rurais participam das atividades do Acampamento da Juventude, desde o dia 10/4. Em Belém, varias pessoas estão mobilizadas desde o dia 14/4.

"Estamos mobilizados para denunciar que depois de tanto tempo do massacre ninguém foi preso e as famílias ainda não foram indenizadas. Cobramos a indenização de todas as famílias e atendimento médico aos sobreviventes. Defendemos também um novo julgamento para impedir que a morte de 19 companheiros fique impune. Além disso, exigimos a Reforma Agrária para acabar com a violência contra os trabalhadores rurais", explica o integrante da coodenação nacional do MST.
fonte: MST

quarta-feira, 21 de março de 2012

22 de março: Hoje é o dia mundial da ÀGUA.


O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.

No Brasil a adesão partiu do Congresso Nacional. A Lei nº 10.670, de 14 de maio de 2003, instituiu o Dia Nacional da Água, que também passou a ser comemorado no dia 22 de março de cada ano, simultaneamente à data mundial.

Nesse período vários Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a realizar no Dia, atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta pela Agenda 21.

21 de março dia internacional contra a discriminação racial

sexta-feira, 16 de março de 2012

21 de Março - Dia Internacional contra a Discriminação Racial



No dia 21 de março de 1960, na cidade de Joanesburgo, capital da África do Sul, 20 mil negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular.

No bairro de Shaperville, os manifestantes se depararam com tropas do exército. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. Esta ação ficou conhecida como o Massacre de Shaperville. Em memória à tragédia, a ONU – Organização das Nações Unidas – instituiu 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

O Artigo I da Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial diz o seguinte:

"Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública"

O racismo se apresenta, de forma velada ou não, contra judeus, árabes, mas sobretudo negros. No Brasil, onde os negros representam quase a metade da população, chegando a 80 milhões de pessoas, o racismo ainda é um tema delicado.

Para Paulo Romeu Ramos, do Grupo Afro-Sul, as novas gerações já têm uma visão mais aberta em relação ao tema. “As pessoas mudaram, o que falta mudar são as tradições e as ações governamentais”, afirma Paulo. O Grupo Afro-Sul é uma ONG de Porto Alegre, que promove a cultura negra em todos os seus aspectos.

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – em seu relatório anual, "para conseguir romper o preconceito racial, o movimento negro brasileiro precisa criar alianças e falar para todo o país, inclusive para os brancos. Essa é a única maneira de mudar uma mentalidade forjada durante quase cinco séculos de discriminação”.

Aproveite esta data para refletir: você tem ou já teve atitudes racistas?

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

8 de março dia de todas as mulheres:sem distinção de raça ou origem étnica


A minha alma canta:
eu sou filha da terra, do chão, do sol,
da lua prateada a atrevida
refletida no Níger, brincando com a água da vida,
zombando do destino.

Quando tento lembrar das memórias
que poderia ter da minha nação,
nada resta tal a força da escravidão;
como resgatar minha história?
Só consigo imaginar que a minha
alma vaga por aí,
(quem sabe até pulando qual saci?)
lembrando a trajetória do passado:
de princesa a serviçal,
de rainha a mucama;
de matriarca a arrumadeira de cama.
E meu homem?
que sina mais boçal!
de guerreiro a negro fugidio caçado,
de conselheiro a moleque de recado,
de rei a escravo capado,
sem nunca ter merecido, sem sequer
ser culpado.

E minha alma não pára, não se aquieta, não pousa...
Ela segue pairando no ar,
Construindo liberdade,
Pois conservo minha altivez e
dignidade,
não me alquebrei ante a senzala
ou o pelourinho;
reafirmei minha alma de resistência
e inconformismo,
exercitando minha coragem nos
quilombos,
e levantando sempre, a cada tombo.

Então eu volto a sorrir, a dançar e a
cantar:
eu sou filha do raio do trovão, da luta,
da floresta,
o calabouço não calou minha voz
nem o grilhão pode conter meu
espírito de liberdade,
que luta por justiça, por reparação, por igualdade!

Eu sou, como tantas de nós:
aquela negra altiva e decidida, que escolheu lutar pela vida,
minha e de meus filhos, de meus
descendentes,
resgatando a lembrança de
meus pais,
então eu canto mais alto
e grito contente:
eu consegui quebrar todas
as correntes,
louvando os orixás e honrando
os ancestrais!

Lina Efigênia Barnabé Cruz.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Brasil e FAO assinam acordo para combater a fome em cinco países africanosBrasil Sem Miséria serve de modelo para outros países


Programa vai beneficiar agricultores e população vulnerável na África


O governo brasileiro fechou uma parceria com a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e o WFP (World Food Program - Programa Alimentar Mundial) para aplicar em países africanos o modelo de políticas públicas desenvolvido nos governo Lula e Dilma para combater a miséria. Cinco países africanos serão beneficiados pela iniciativa: Etiópia, Maláui, Moçambique, Nigéria e Senegal.

No acordo assinado no último dia 21 de fevereiro, o Brasil vai financiar o projeto, além de repassar o conhecimento desenvolvido no programa brasileiro de aquisição de alimentos. O modelo nacional a ser replicado nos países africanos funciona através da compra de produtos agrícolas de pequenos produtores para serem distribuídos para grupos de vulnerabilidade social, incluindo crianças e adolescentes atendidos por programas de merenda escolar. Essas ações fazem parte do Programa Brasil Sem Miséria, do governo federal.

Clique aqui e leia as informações completas, em inglês, publicadas no site da FAO.

(Jamila Gontijo – Portal do PT)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Universidade Pública em Caratinga


Na última semana o prefeito de Caratinga João Bosco-PT recebeu a confirmação da abertura do edital para os cursos que serão oferecidos na Universidade Pública. Mesmo antes das eleições de 2008, o Partido dos Trabalhadores- PT juntamente com o dep.federal Leonardo Monteiro havia iniciado uma campanha para trazer uma Universidade Pública para Caratinga. Hoje, o sonho do acesso facilitado ao ensino superior, principalmente para as pessoas de baixa renda, é realidade. A partir do dia 16 de janeiro, todos que obtiveram nota através do Enem nos anos de 2010 e 2011 poderão se inscrever.

A universidade pública em Caratinga, em parceria com a UFOP-Universidade Federal de Ouro Preto, terá 4 cursos, onde a porta de entrada para ingressar no polo são as notas obtidas através do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio.

Segundo Maria do Carmo da Silveira, secretária de Educação, “para o município, este é um momento histórico, pois passamos por um período burocrático e, agora. estamos na fase que todos esperavam, que é a seleção dos alunos para os 4 cursos que serão oferecidos em Caratinga. Isto é só o começo, pois o nosso prefeito nunca mediu esforços para conseguir essa universidade. Agora, nosso pensamento é o de que outras universidades também insiram novos cursos em nosso município”.


Nesta semana, o prefeito foi até o local para vistoriar as instalações e as atividades de limpeza para receber os alunos nos próximos meses. João Bosco destaca que, “a partir de março de 2012, cumpriremos uma promessa de campanha que é trazer uma universidade pública, proporcionando melhorias para a população de baixa renda, oferecendo oportunidade para se profissionalizarem, chegando ao mercado de trabalho mais preparados. Temos uma cidade universitária, e a população cobra essa oportunidade para os menos favorecidos. É um momento de muita alegria quando, em pouco mais de um mês, estaremos iniciando as atividades, dando condições de 200 pessoas, inicialmente, de terem condições para concluir o ensino superior”.

sábado, 7 de janeiro de 2012

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Morte de negros aumenta e de brancos diminui nos últimos oito anos

Desde 2002, o número de homicídios envolvendo a população branca vem diminuindo, enquanto ocorre um aumento de assassinatos da população negra. É o que revela o Mapa da Violência 2012. A quantidade de vítimas brancas caiu de 18.852, em 2002 para 13.668, em 2010, ou seja, uma queda de 27,5%. No mesmo período, o número de vítimas negras aumentou de 26.952 para 33.264, aumento de 23,4%. Para o autor do estudo, Julio Waiselfisz, a privatização da segurança pública no Brasil ajuda a aumentar essa diferença.

Mais do Mapa da Violência 2012:

Taxa de homicídios cresceu 124% em 30 anos no Brasil

Veja a relação das 50 cidades mais violentas do País

Morte de negros aumenta e de brancos diminui no País

Alagoas, Pará e Bahia têm maior aumento nos homicídios

Em 2002, proporcionalmente, morreram 45,8% mais negros do que brancos. Em 2010, foram 139% mais negros assassinados do que brancos, ou seja, muito mais do que o dobro. As regiões Nordeste e Norte são as que apresentam maior vitimização negra, termo usado na pesquisa justamente para mostrar a porcentagem da população negra assassinada, em relação com a população branca.

Os cinco Estados onde há o maior número de homicídios de negros, em comparação com os homicídios de brancos são Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe, todos com taxas acima de 50 assassinatos por 100 mil negros. No outro extremo, estão Paraná – único Estado onde morrem mais brancos do que negros -, Rondônia e Mato Grosso.

Censo

O percentual de pessoas que se declararam negras passou de 6,2% para 7,6% na última década, segundo Censo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi maior entre as que se declararam pardas, de 38,5% para 43,1% no mesmo período. Em 2010, aproximadamente 91 milhões de pessoas se classificaram como brancas, 15 milhões como negras, 82 milhões como pardas, 2 milhões como amarelas e 817 mil como indígenas.

De acordo com o levantamento de 2010, São Paulo é a cidade com maior número de negros e pardos em todo o país, com cerca de 4,2 milhões, seguido do Rio de Janeiro (cerca de 3 milhões) e Salvador (cerca de 2,7 milhões).

Outros anos:
Mapa da Violência 2011: Em 10 anos, Nordeste tem escalada de mortes violentas
Mapa da Violência 2010: Mapa da Violência mostra que uma mulher é morta cada duas horas
Mapa da Violência 2009: Cidades do interior lideram homicídios no País

Fonte: Deputado federal Rui Falcão